Máscaras cirúrgicas, comunitárias ou duplas? As recomendações dos especialistas
É uma questão que está a dividir a Europa. Serão as máscaras sociais suficientemente seguras? Mesmo à beira de um rutura de stock das máscaras cirúrgicas, Áustria, Alemanha e França proibiram-nas, mas a indústria têxtil portuguesa refuta esta tese. A DGS ainda não alterou as diretrizes.
No entanto, nem todos os pneumologistas seguem este pensamento, e as opiniões começam a dispersar-se. As dúvidas começaram a instalar-se quando países europeus como a Áustria, a Alemanha ou a a França estabelenceram a obrigatoriedade do uso das máscaras FFP1 e FFP2 (com um desempenho mínimo de filtração de 90%) em locais públicos, proibindo o uso das máscaras comunitárias devido às novas estirpes.
Sabe-se, de acordo com números oficiais, que 80% dos mais de 3000 modelos de máscaras certificados pelo Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário (Citeve) têm uma capacidade de filtração entre 70% e 90%. Como avança uma notícia do jornal Público, se o Centro Europeu para Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC) recomendar uma capacidade de filtração acima dos 90%, próxima ou igual à das máscaras FFP2, são cerca de 2400 modelos que podem perder interesse comercial em Portugal (números do diretor geral do Citeve, Braz Costa).
Perante a evolução epidemiológica das novas estirpes, Gustavo Borges explica que "o aumento de casos [destas] é acentuado" e que "o país está numa situação de elevado risco para a grande parte do continente, com uma cobertura de doença considerável da nova variável do Reino Unido." Já foi identificada em Lisboa uma pessoa com a variante de África do Sul "e apesar não ter ainda sido detetada, pode ainda vir a ser identificada a nova variante do Brasil. São variantes muito mais agressivas, mais violentas, e portanto é melhor estarmos mais protegidos."
Assim, o epidemiologista afirma que "o uso de máscaras comunitárias pode ser insuficiente perante esta realidade epidemiológica do continente português e que necessitamos de uma maior proteção", sendo as máscaras cirúrgias aliadas nessa intenção. "Em Portugal ainda não chegámos a esse nível (mas poderemos vir a chegar)", e caso a "proporção de casos associados a estas novas estirpes continue a aumentar, iremos ter que usar máscara FFP2. Num nível extremo de necessidade de proteção", avisa.
O especialista conclui que as máscaras comunitárias "são uma proteção mas podem vir a ser insuficientes tendo em conta a realidade epidemiológica portuguesa, e sendo aconselhável que as pessoas usem máscaras cirúrgicas que conferem um grau de proteção maior."
Questionado sobre o uso de dupla máscara, uma tendência que já não é raro vermos em consultórios, atrás de balcões ou até mesmo na rua, Gustavo Borges explica que "de acordo com Anhony Fauci [imunologista americano e diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas] essa pode ser uma vantagem" mas que tudo "depende das máscaras que usarmos em cima umas das outras. Se usarmos duas máscaras cirúrgicas, a vantagem é pouca, porque não nos protege a nós, vamos aumentar a proteção dos outros. Possivelmente, usar uma máscara cirúrgica e uma FFP2 poderia aumentar a segurança, sendo que não teria lógica aplicá-la no nosso dia, diria mesmo que seria exagerado", esclarece.
Na esfera do amor, quase tudo é possível, ainda mais quando se fala da influência dos astros. Estas são as duplas que mais sentido fazem juntas.
Numa entrevista exclusiva ao canal de televisão norte-americano CBS, o realizador, de 85 anos, declara-se "perfeitamente inocente". É a primeira vez, em três décadas que fala publicamente sobre as acusações de abuso sexual à filha adotiva, Dylan Farrow.
Os benefícios de uma boa ingestão de água, todos os dias sem excepções, não se ficam pela hidratação: melhora a digestão, a saúde cardíaca, mantém a temperatura corporal dentro da média e otimiza o desempenho do cérebro.
E se soubesse que componentes presentes nos medicamentos são incompatíveis com os seus genes? Ajudar a perceber isso mesmo e assim a evitar reações negativas é a finalidade desde novo teste genético, que só precisa de ser feito uma única vez na vida.